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Erradicação da Pólio no Paquistão

Michel ZaffranEm fevereiro, Michel Zaffran passou a substituir o Dr. Hamid Jafari como diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a erradicação da pólio. Zaffran passou mais de duas décadas na OMS, recentemente como coordenador do Programa Ampliado de Imunização. Ele também serviu como secretário-executivo adjunto encarregado de questões técnicas e normativas na Aliança Global para Vacinas e Imunização, conhecida como GAVI. Zaffram foi convidado para falar sobre o status e as perspectivas da campanha de erradicação da pólio.

Vacinação no PaquistãoNo ano passado, apenas 73 casos do vírus selvagem da pólio foram registrados, todos nos dois países que continuam endêmicos, Afeganistão e Paquistão. Que progresso você espera ver no ano que vem?

Estamos nos esforçando para interromper a transmissão do vírus nesses dois países este ano e, ao mesmo tempo, mantendo outras atividades em lugares onde há necessidade. A densidade populacional no Paquistão e a movimentação das populações são tão marcantes que se erradicarmos o vírus selvagem no Paquistão, ele provavelmente não sobreviverá no Afeganistão. Esse é um grande desafio e vai ser complicado, mas estamos fazendo o possível. Este ano, o governo do Paquistão está plenamente comprometido com a interrupção da transmissão do vírus.

Vacinação no PaquistãoQual o maior legado do programa de erradicação da pólio e por que é importante conversar sobre isso?

Já vimos o legado do programa em muitos países que erradicaram o vírus. Veja a Índia, por exemplo, onde muitos dos recursos estão sendo usados para expandir o programa de imunização de rotina de modo que a vigilância seja usada não somente para a pólio, mas também para outras doenças preveníveis por meio de vacinação, como o sarampo. Outro ótimo exemplo é o que aconteceu na Nigéria durante a crise do ebola, quando os recursos para combate à pólio possibilitaram a vigilância e a identificação de casos do ebola, assim como a contenção da epidemia. Muito foi feito pelos funcionários dedicados ao combate à pólio através dos centros de operações de emergência, assegurando que os casos em Lagos não se espalhassem para outras partes da Nigéria.

Precisamos nos empenhar — e os rotarianos podem ajudar consideravelmente — para garantir que as lições aprendidas por meio da iniciativa de erradicação da pólio, bem como os laboratórios montados, as habilidades adquiridas e os funcionários treinados, sejam utilizados para superar novos desafios na área de saúde pública.

Por que precisamos continuar arrecadando verbas para a erradicação da pólio?

Há um número significativo de países na África e na Ásia que ainda correm o risco de importar o vírus de países endêmicos, e já vimos isso acontecer no passado. Além disso, há casos raros, nos quais o vírus vivo atenuado da vacina oral antipólio pode se reverter em neurovirulência e se espalhar, causando surtos. Sendo assim, mesmo após termos interrompido a transmissão do vírus da pólio no Paquistão e no Afeganistão, deveremos continuar a imunizar as crianças e realizar atividades de vigilância nos países em risco, e globalmente, para impedir a circulação do vírus.

Clique aqui e saiba como contribuir com a campanha Mundial contra a Pólio.

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